Mostrando postagens com marcador lua cor-de-rosa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador lua cor-de-rosa. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
Terra Estrangeira
Nós só tínhamos uma noite. Eu pegaria meu avião no dia seguinte e ele teria que encontrar o irmão para um compromisso bem cedo. Éramos dois estrangeiros numa terra estrangeira: eu nunca havia estado no Rio de Janeiro antes e ele, americano da Califórnia, mal sabia arranhar um português na sua estadia de dois meses no País.
Tentamos utilizar aquelas poucas horas das maneiras mais espontâneas possíveis. Eram piadas e aulas tortas de português e inglês que se perdiam embriagadas nos nossos beijos manchados do meu batom vermelho e que tinham gosto de cerveja e de uma curiosidade que só foi parcialmente saciada quando nos encontramos no prazer que é estar no limite do amor físico.
Dançamos à três da manhã na calçada da Praia de Copacabana, nos abraçamos apertados dentro de um casaco minúsculo observando o nascer do sol
na areia. Falamos de nossos países, do que partia nossos corações, das músicas que adorávamos.
na areia. Falamos de nossos países, do que partia nossos corações, das músicas que adorávamos.
"I want to know your secrets", ele me disse
"You'll have to find that by yourself", respondi.
E foi tudo tão rápido, natural, sem amarras, gestos e movimentos que aconteciam ao mínimo toque das nossas vontades.
Eu não quis trocar fotos, e-mails, facebook ou algo do tipo. Pra quê? Parecia que aquele momento só seria eterno enquanto estivesse preso à minha memória, àquela noite, sem prolongamentos, sem continuações.
Ele é do tipo que acredita em destino, mas agora começo a fazer as pazes com a realidade e as ideias fortes de desapego, deixar ir, fluir, acontecer... Pela primeira vez, por incrível que pareça, eu vivi.
Lembrei-me agora de uma entrevista com a Elizabeth Bishop em que perguntaram se ela já se via como escritora desde jovem. "Não, tudo acontece sem que você pense a respeito. Eu nunca quis ir para o Brasil. Nunca tive intenção de fazer nenhuma dessas coisas. Acho que tudo simplesmente aconteceu."
Paremos de pensar nisso, então.
sexta-feira, 12 de julho de 2013
"Pretend you want me too"
Verdades que gritam
Marcadores:
blue,
confissão,
lua cor-de-rosa,
Melody's Echo Chamber
domingo, 16 de junho de 2013
Mea Culpa
Me perdoa por me deixar sucumbir ao fracasso e te guardar na minha memória pequena;
Me perdoa por achar que te amaria em homenagens medíocres expostas em palavras ainda mais fracas;
Me perdoa por querer juntar minha afeição à tua felicidade em celulóide quando na verdade era o meu medo que me guiava;
Me perdoa por tentar te admirar, te compreender, te misturar aos meus sonhos;
Me perdoa por desejar viver em função da tua obra;
Me perdoa
Marcadores:
confissão,
François Truffaut,
lua cor-de-rosa,
me
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Serpentes
tenho que aprender a calar a boca, refrear as ações, destruir as súplicas
ondas de entusiasmo não fazem ninguém viver, tudo fica na mesma.
ondas de entusiasmo não fazem ninguém viver, tudo fica na mesma.
domingo, 5 de maio de 2013
Santuário
"O amor dos livros. Minha biblioteca é um arquivo de anseios."
Susan Sontag
Meus livros e suas vidas escondidas me acalmam.
Muito embora eu queira me perder neles e nunca achar o caminho de volta.
sábado, 23 de março de 2013
domingo, 3 de fevereiro de 2013
Lembrança
Saio do meu jejum e deixo as palavras com a minha querida Suze Rotolo:
"It isn't you baby, it's me and my ghost
and your holy ghost.
There is a saying about one's past catching up
with them
mine not only did that, it overran the present.
So tomorrow when the future takes hold
I'll be sitting in the background with the Surrealists."
(Janeiro de 1963)
"It isn't you baby, it's me and my ghost
and your holy ghost.
There is a saying about one's past catching up
with them
mine not only did that, it overran the present.
So tomorrow when the future takes hold
I'll be sitting in the background with the Surrealists."
(Janeiro de 1963)
Marcadores:
inspiração,
lua cor-de-rosa,
me,
musa,
Suze Rotolo
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Redoma de vidro
"I will remember the kisses
our lips raw with love
and how you gave me
everything you had
and how I
offered you what was left of
me,
and I will remember your small room
the feel of you
the light in the window
your records
your books
our morning coffee
our noons our nights
our bodies spilled together
sleeping
the tiny flowing currents
immediante and forever
your leg my leg
your arm my arm
your smile and the warmth
of you
who made me laugh
again."
do grande Charles Bukowski
our lips raw with love
and how you gave me
everything you had
and how I
offered you what was left of
me,
and I will remember your small room
the feel of you
the light in the window
your records
your books
our morning coffee
our noons our nights
our bodies spilled together
sleeping
the tiny flowing currents
immediante and forever
your leg my leg
your arm my arm
your smile and the warmth
of you
who made me laugh
again."
do grande Charles Bukowski
Marcadores:
blue,
Charles Bukowski,
confissão,
Hoje,
lua cor-de-rosa,
me
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Conversação
O que seria de nós sem as conversas? Conversas consigo mesmo, com os outros, com o silêncio, com Deus, com o Diabo, com a Terra, com o Sol... Algumas que tive foram vitais para mim, muito embora eu não queira mais revivê-las: misturei-me e me perdi dentro delas ...
Elizabeth Bishop fala por nós:
O tumulto no coração
Faz um monte de perguntas.
Depois para e passa a dar respostas
No mesmo tom de voz.
Impossível ver a diferença.
Desinocentes, as conversas começam,
depois envolvem os sentidos,
meio a contragosto.
Depois não há mais escolha,
depois não há mais sentido;
até que some
a diferença entre sentido e nome.
(1955)
Marcadores:
constatação,
Elizabeth Bishop,
lua cor-de-rosa,
me
sábado, 3 de novembro de 2012
sábado, 27 de outubro de 2012
Lonerism
"It was sometime in October; she had long ago lost track of all the days and it really didn't matter, because one was like another and there were no nights to separate them because she never slept anymore"
Sylvia Plath - Tongues of Stone
Marcadores:
blue,
lua cor-de-rosa,
me,
Sylvia Plath
terça-feira, 4 de setembro de 2012
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Undertow
E hoje me bateu a angústia que vem com o fim do dia, calma, soluçante, despercebida;
E hoje me bateu a a lembrança da triste volta, camisas xadrez, palavras esparsas;
Os comentários que me surgem na cabeça: "Você nunca vai deixar isso ir", "Apenas morda as mãos de forma egoísta, feche os olhos ardidos em sal do mar, ande com os amigos, sem emoção, sem passado, sem futuro"
E ontem sonhei com Paris de novo, duas vezes. A Cardinal Lemoine, a exposição da Diane Arbus, a foto escura em frente a um cartaz do Andy Warhol. Eu sonhei com Paris de novo.
De novo.
Nós nunca teremos Paris. Só eu tive Paris. Paradoxalmente.
Marcadores:
confissão,
lua cor-de-rosa,
sol do meio-dia
segunda-feira, 2 de abril de 2012
quinta-feira, 15 de março de 2012
Pelas rosas

Foram só sonhos, minha querida
Foram só sonhos e alarmes falsos
E eu tentei tanto, mas você não estava no meu sangue como vinho sagrado
Você não era meu pai, nem meu filho, meu amante ou minha dor e tristeza;
Eu me forcei, mas eu não me senti como se tivesse acabado de nascer
ou como um relâmpago que irrompe na tempestade.
Talvez eu nunca tenha realmente amado, eu passei minha vida inteira em nuvens de altitudes frias.
E eu só estava lá, querendo me sentir ouvida por canções de amor ou até podia ser pelo silêncio, pelo toque, pelo tato dos dedos sobre a minha pele fria
Mas eu estava lá, eu juro que estava. E eu sei que pareço ingrata com os dentes enterrados nas mãos, mas isso me traz coisas das quais ainda não posso desistir;
vou tomar um banho frio e tirar toda essa poeira do meu corpo mudo, sentir o cheiro e me ferir nessas rosas nunca enviadas, nessas rosas que são exatamente um alarme falso, o mesmo que eu não sabia que vivia até ele me ferir;
é assim que eu escondo a mágoa, enquanto a estrada segue bela e amaldiçoada;
e a minha vontade de ir. A minha vontade de sair e meu grito frio de triunfo.
Marcadores:
blue,
confissão,
joni mitchell,
lua cor-de-rosa
quinta-feira, 8 de março de 2012
Que eu seja doce
sexta-feira, 2 de março de 2012
sábado, 24 de setembro de 2011
Toes

Como ser tão constante como uma estrela do Norte?
Ou se manter viva sobre o fio transparente que se desdobra duas vezes sobre a indiferença?
é comum ainda estar de pé? Estar bem na frente, atrás do mundo, à esquerda do indesejado?
Parece que a rotina te manda sinais de ocupação: "Não olhe para atrás, ser forte é só pra quem sabe o que é ser forte."
é como se só veias já não fossem necessárias para segurar um coração, um corpo e uma alma
e eu juro que ouço aplausos, gritos de satisfação, cabelos cortados e crescidos.
é a vontade de magoar, abrir feridas, machucar as palavras e os livros.
Não se exponha ao perigo e à insegurança. Ande sobre a ponta dos pés
saiba o que pensar, onde achar o silêncio no barulho
encoste teu ouvido no peito de uma estátua triste, abra a porta para entrar o inesperado;
Venha, mude teu jardim abandonado, planeje as cores da parede de tua casa.
Teu pedido é meu comando
Marcadores:
blue,
lua cor-de-rosa,
miscelânea,
ontem
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Assinar:
Postagens (Atom)













