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sábado, 22 de dezembro de 2012
domingo, 16 de dezembro de 2012
E eu escolhi
experimentar não permitir o deserto me tragar, aquela parte que é sufocada pelo esquecimento e imaculada pela loucura.
A moral da história que fica é tentar não desistir de tudo, permitir o obstáculo passar entre as mãos...
E, ainda assim, não jogar meu coração na curva do rio, muito embora eu quase o deixei se afogar na água turva da ingratidão.
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Redoma de vidro
"I will remember the kisses
our lips raw with love
and how you gave me
everything you had
and how I
offered you what was left of
me,
and I will remember your small room
the feel of you
the light in the window
your records
your books
our morning coffee
our noons our nights
our bodies spilled together
sleeping
the tiny flowing currents
immediante and forever
your leg my leg
your arm my arm
your smile and the warmth
of you
who made me laugh
again."
do grande Charles Bukowski
our lips raw with love
and how you gave me
everything you had
and how I
offered you what was left of
me,
and I will remember your small room
the feel of you
the light in the window
your records
your books
our morning coffee
our noons our nights
our bodies spilled together
sleeping
the tiny flowing currents
immediante and forever
your leg my leg
your arm my arm
your smile and the warmth
of you
who made me laugh
again."
do grande Charles Bukowski
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domingo, 14 de outubro de 2012
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Blessed
Esses tempos de ficar em casa, olhando para os livros e tentando enxergar os meus desejos só me fazem sentir mais presente e materializada dentro das minhas próprias dúvidas. Às vezes acho que pareço imóvel diante de lembranças que ainda me atormentam num tempo passado, mas não é assim que devemos nos sentir quando o que passou ainda insiste em batalhar contra nós?
Não sei, é tudo tão bom para ser esquecido, mas lidar com a perda nos torna mais fortes, mais ricos e, sim, mais humanos. Foi como num filme que assisti, o presente me deixa mais viva, me traz mais surpresas, tanto pode ser infinito como pode acabar amanhã...
Ok, aquela sensação de "anjos bêbados", aqueles que se embriagam com o que já tiveram ou com o que nunca terão é poderosa, mas triste. Além do mais, viver entre o concreto e a cerca elétrica tem lá suas vantagens...
Enquanto nada desaparece, encontro o melhor remédio nas minhas flores e nos meus discos, outra forma de embriaguez, mas desta vez sólida e nada perigosa. Com a corrente no pescoço ou não, a verdade é que estudar as palavras que saem de uma canção é a melhor terapia para tempos "abençoados" como esses...
sexta-feira, 15 de junho de 2012
A excessiva
"Je suis excessive
J'aime quand ça désaxe
Quand tout exagère,
Moi je reste relaxe
Je suis excessive
Excessivement gaie, excessivement triste
C'est là que j'existe"
Carla Bruni
segunda-feira, 28 de maio de 2012
domingo, 20 de maio de 2012
Sunday, le dimanche
é como aquela velha canção do Travis
"O meu lado esquerdo está no direito, o meu interior está no exterior"
Tentar não se sentir tão bem é um forma de se alcançar, de não tentar demais, o esforço que só é encontrado dentro de qualquer um que ainda tente viver, dádiva amaldiçoada.
E quando não se encontra as palavras que compõem o caminho, as fragilidades que nos seguram as mãos, meros instrumentos de nosso desejo de continuarmos aqui só para sentir mais um domingo entre as permissões?
É só tentar se mistificar.
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Sal de prata
Passar um domingo inteiro na praia. Seria cedinho, até lavaria os cabelos antes. Tomaria uma xícara de chá preto com duas bolachas e sairia antes do sono me levar. E comigo iria um disco do Best Coast e um soul do Ottis Redding.
Eu demoraria um pouco para entrar no oceano, só para sentir o calor do sol na minha pele. Daí eu me levantaria e andava devagar até a água. Ficava lá um bom tempo, porque o mar me faz pensar nas coisas que nem consigo lembrar quando estou na terra. Ia mais fundo, até onde meus pés pudessem alcançar e mergulhava para sentir aquele sal nos cabelos e no corpo.
(É importante observar que, muito embora a maioria vai à praia com alguém, também é bom ir sozinho, principalmente na hora de capturar as ondas.)
Eu sairia da água com os cabelos duros de tanto sódio, a boca cortada de espumas - mas a minha parte que atormenta, que machuca e chora ficaria afogada bem no fundo, bem no fundo do oceano.
Quando fosse o momento de chegar em casa, eu comeria com a fome dos que pedem amor, porque o mar te faz sentir-se assim, apaixonado, nem que seja por nada. Mas antes tomaria banho de água doce, beberia essa água e sentiria o doce misturar-se ao salgado do mar da minha boca, como o açúcar que se dissolve na língua depois que a gente prova uma torta de canela e maçã.
E, por fim, eu teria um sono misturado a lençóis com o mesmo cheiro do meu hidratante de manga e laranja, mesmo sentindo os músculos mergulhados na água. Alguém aí já teve a sensação de, depois de sair do mar, anda achar que está dentro dele? Porque eu ainda consigo sentir as ondas se mexerem perto do meu travesseiro...
Eu acordaria na segunda-feira com os cabelos cheirando a sal e iria para a aula ainda com os olhos ardidos, o algodão da roupa tocando as conchas nos bolsos.
Tudo isso para querer voltar, mais uma vez, para o mar.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Aprendendo a viver
"Quero dizer, o poder de viver uma vida completa, adulta, uma vida que aspire ao contato mais estreito com o que eu amo - a terra e as maravilhas que nela existem - o mar - o sol - ... .... depois eu quero trabalhar. Em quê? Eu quero tanto viver, que eu trabalho com as minhas mãos e os meus sentimentos e meu cérebro. Eu quero um jardim, uma pequena casa, grama, animais, livros, quadros, música."
Katherine Mansfield
sábado, 31 de março de 2012
Cópias

E, de repente, você se dissolveu nas minhas lembranças diárias, na minha rotina morna e calma, às vezes apressada. Mas é tão difícil te perceber nela, já que eu também me misturo em tudo que vivo. É como aquele sal da água do mar, você nem sabe que está ali. Mas aí você abre os olhos sob a água e eles começam a arder.
Não digo que, ao te ver dissolvido em mim, você vá provar meus gostos ou seguir minhas palavras ditas no meu silêncio. Pelo contrário. A cada dia que passa, sua presença se torna tão transparente, natimorta e silenciosa, que todas as suas descobertas ou que te fazia sentir-se vivo e pulsante dentro de mim agora são meus segredos de segunda mão, aqueles que você diz para todo mundo, mas para você eles ainda são secretos, porque você quer guardá-los para garantir que eles sempre foram seus.
Eu tenho a cópia das chaves, nunca fiquei do lado de fora. Eu sorri, guardei esse sorriso por um tempo e depois eu descobri a resposta para o que me corroía os meses: "Eu seria a mesma se deixasse tudo isso para trás?". Essa é a minha vida e, mais uma vez, eu tenho a cópia das chaves.
Eu experimentei um pouco de dor por tudo que eu não consegui explicar, viver ou criar. E ainda sinto essa dor, mas não tão viva quanto estas palavras que me saltam da consciência. Mas dissolvida, transparente, silenciosa e natimorta na minha rotina morna e às vezes apressada, na minha rotina que me ajudou a juntar os pontos, as vírgulas e os travessões que me faltavam na fala e nas ações. Eu já consigo sentir o gosto da menta, os acordes das músicas que só me apareciam nos sonhos perturbados ou nas imagens inventadas.
Achei a cópia das chaves.
quinta-feira, 29 de março de 2012
quinta-feira, 22 de março de 2012
E agora

eu sou a minha força, aquelas imagens embaçadas que me chegam preguiçosas quando tiro os óculos. Eu sou a minha cegueira, a dor intermitente, a minha saudação e a minha despedida.
eu sou a minha língua que encostou a neve, a minha boca que se desmanchou no gosto alvo de baunilha.
eu bato nas pérolas juntas à areia, eu espero jogarem fora meu último ovo de ouro
ou me apertarem e verem que dentro de mim só existem
praias
sexta-feira, 2 de março de 2012
domingo, 26 de fevereiro de 2012
domingo, 19 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
A Resposta
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Furacão de vidro

E foi bem depois que descobri o que estava na minha alma;
Bem depois;
E eu escolhi, eu vivi num casulo branco escondido nas minhas canções nostálgicas, nas três fotos expostas entre livros e copos de água que só faziam acalentar minhas soluções atormentadas;
Eu alimentei uma besta, deixei morrer uma vida;
Era só a minha mente que sabia pouco, mas também era meu coração, que falava muito;
E todas aquelas lembranças que enchiam minhas noites sem palavras, as noites de lua cor-de-rosa?
Arranquei com a esperança que surge com uma nova vida, espectros sujos de quem olha com sentimentos, mas é respondido com palavras.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
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