Vontade de fechar o mundo entre as mãos e apertá-las até que toda a humanidade saia entre meus dedos;
Vontade de não sentir nada e estar perto para não ver;
Vontade de não ser;
Vontade de estar longe;
Vontade de não estar lá
Vontade não saber por quê
Vontade de provar o tempo, deitar, parar, parar, voltar
De novo e de novo
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
domingo, 3 de outubro de 2010
1961

Foi exatamente esta conversa que ouvi enquanto esperava ser chamada no consultório médico :
"No momento que eu senti que tudo aparecia em frente aos meus olhos poderia se tornar pó entre as lembraças tardias, eu me prendi ao que nós chamamos de sensações da alma. Percebi que viver de momentos breves pode também fazer de mim uma pessoa breve, mas ao mesmo tempo infinita, daquelas que não conseguem a disciplina necessária para se tornar sãs. Peguei uma tesoura que estava dentro da gaveta e, naquele exato momento, cortei as alças de meu vestido azul só para sentir o frio de minha tristeza sobre minha pele. Passei batom vermelho, rasguei fotos antigas e me prendi no desespero de uma Monica Vitti. Todo o perigo que me cerca é resultado de minha negligência cega, insípida e cortante e tudo que acontece e me atinge, de uma forma ou de outra, é causado pela minha estranha "felicidade", que insisto em chamar de mórbida. "
E aquela sinceridade pulsava em mim como uma série de instantâneos tirados ao meio-dia...
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Dear Mr.Winwood...
Duas da manhã, aula bem cedo e as minhas mãos no cabelo do Steve Winwood:
Sério mesmo.
Eu me casaria fácil com a voz do Art Garfunkel, teria casos simultâneos com as do Leonard Cohen e do James Taylor, mas os MEUS FILHOS seriam da voz do Steve...
Sério mesmo.
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segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Marianne, a Louca
terça-feira, 14 de setembro de 2010
"End of summer/ No more shiny hot nights..."

For the Roses (1972) é um daqueles álbuns para serem ouvidos com o gosto amargo de confissões ocultas sobre a língua e a tristeza do olhar fixo sobre as coisas perdidas. Ainda há espaço para encontrar o som doce dos murmúrios nas cordas de seu violão, que toca como dor escondida sobre a pele, e no verde maduro que arde na foto da capa, de autoria de Joel Bernstein.
Aqui, aparece a capacidade de Joni partir o coração de quem a ouve, fazê-lo sorrir (nem que seja um sorriso partido) e ainda atingir o centro do que nos faz sentir o que nos chega através do pensamento. São canções para serem tocadas com as duas mãos e soltas através de ideias que você sabe que não vão durar muito.
Aqui, aparece a capacidade de Joni partir o coração de quem a ouve, fazê-lo sorrir (nem que seja um sorriso partido) e ainda atingir o centro do que nos faz sentir o que nos chega através do pensamento. São canções para serem tocadas com as duas mãos e soltas através de ideias que você sabe que não vão durar muito.
Pelas rosas.
domingo, 29 de agosto de 2010
4th Time Around
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