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sexta-feira, 6 de setembro de 2013
domingo, 23 de junho de 2013
domingo, 2 de junho de 2013
"Traces of grace just in your honor..."
Um cigarro e um incenso no começo
No meio veio chuva
No fim chegaram flores, todas trazendo o cheiro forte e verde de folhas que depois se misturaram à água e a meu rímel que borrava minha blusa clara
E foi ali que no meio de todos aqueles gritos, das (minhas) chamadas por atenção
Ela me olhou nos olhos e disse:
I love you too
domingo, 14 de outubro de 2012
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Lucidez,
volte para mim, eu que perdi meus cinco sentidos com raios em índigo e as veias escuras que pulavam do pulso.
Lucidez, volte para mim sem posição, sem tormento ou disfarces.
Bata à minha porta duas, três vezes, sozinha ou com alguém, mas volte,
apenas volte.
terça-feira, 4 de setembro de 2012
sábado, 7 de julho de 2012
Ode a Paul Simon
Paul Simon, me ajude
Confirme para mim que tenho minha poesia e meus livros para me protegerem
Que eu voltarei para a Inglaterra França, onde se estende o meu coração
Que eu ainda estou louca depois de todos esses anos
Que eu ainda continuo sendo aquela alma dúbia - eu só faço o que quero, mas não sei o que quero realmente
Ou que meu lar é realmente aqui, onde meu amor se estende me esperando em silêncio
Que eu sou uma rocha - e uma rocha não sente dor. E uma ilha nunca morre.
E que tempos foram aqueles, hein? Tempos de inocência e confidências...
E, acho que faz meses (que mais parecem anos), ainda tenho uma única fotografia
Eu preservo as minhas lembranças - mesmo que ruins, acredite - porque elas são o que me resta.
Que eu saia por aí procurando a América, a Europa, o meu quarto, a minha casa, a minha vida.
Só um último pedido: cante uma música, uma música pra os pedintes, pedintes como eu
só assim deixo de ser essa água turbulenta - mesmo sem ponte para se estender sobre ela
sábado, 9 de junho de 2012
domingo, 20 de maio de 2012
Sunday, le dimanche
é como aquela velha canção do Travis
"O meu lado esquerdo está no direito, o meu interior está no exterior"
Tentar não se sentir tão bem é um forma de se alcançar, de não tentar demais, o esforço que só é encontrado dentro de qualquer um que ainda tente viver, dádiva amaldiçoada.
E quando não se encontra as palavras que compõem o caminho, as fragilidades que nos seguram as mãos, meros instrumentos de nosso desejo de continuarmos aqui só para sentir mais um domingo entre as permissões?
É só tentar se mistificar.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Para alcançar a juventude
vou utilizar um dos velhos clichês:
leio e escrevo só para aliviar a dor.
Mesmo que essa dor já saiba me escrever e, com mais frequência, também me ler.
terça-feira, 8 de maio de 2012
sexta-feira, 2 de março de 2012
domingo, 26 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Café da manhã às sete
segunda-feira, 30 de maio de 2011
A canção era longa: in blue
Relembrando minhas noites passadas em lençóis alvejados e manhãs silenciosas na casa vazia
"The only thing I knew how to do
Was to keep on keepin’ on like a bird that flew
Tangled Up In Blue"
Was to keep on keepin’ on like a bird that flew
Tangled Up In Blue"
domingo, 24 de abril de 2011
Lots of laughs

Chega aquele momento ridículo em que você acredita que já é tarde demais para fazer as decisões corretas. O que fica mais claro - e machuca e queima - é que a porcaria da sua alma não consegue mover-se sozinha como antigamente, que você já não consegue andar com suas próprias e raras experiências vividas bem próximas à ilusão que é doce para você, mas inteiramente amarga para os outros.
"Prenda-me no cais morto ou deixe-me navegar sozinho, por favor" é o que todo mundo diz para si mesmo quando a visão está adormecida na sua consciência empoeirada, uma sensação presa ao corpo que só reage ao som de risadas falsas e belas mentiras.
Escondi meus sapatos debaixo da cama e o batom vermelho dentro da bolsa. É difícil fazer milagres, muita gente desiste antes que eles aconteçam. Talvez já seja algo, não?
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Cinco minutos

Joguei os sonhos feitos debaixo da mangueira numa lata de lixo, prendi o vapor dos momentos passados a ferro e perfume frio de lavanda sem cor num pote de vidro com pimenta verde;
Ceguei os olhos do meu cavalo branco com a lâmina escondida sob os cobertores, uma ânsia desenfreada de prender os segundos entre as mãos, é tão fácil fazer os outros desaparecerem!
Ninguém tem pressa de viver. Ninguém tem pressa de ver o que ultrapassa o limite do que não se pode ter.
terça-feira, 5 de abril de 2011
So long

Escrevendo nada só pela possibilidade de já ser terça-feira e tudo que eu quero agora é uma canção como pedido. Pedido de qualquer coisa, que seja para mudar meus modos, meu interior derretido de remédios amargos e doces ou o tempo que só existe na minha cabeça.
Sail on, silver girl
Pensando nos muros antigos da escola, nas colagens de revistas velhas na mesa da aula de quatro horas da tarde (mordi os lábios de alegria quando vi anotadas as despesas de uma viagem de Frida Kahlo e Diego Rivera na lateral esquerda da madeira velha), a semana está só começando e eu só penso na ponte sobre a água turbulenta, em perfume dos outros que se mistura ao meu e no caminho opaco formado não de sete, mas de quatro escolhas feitas na ânsia cega de estender-se no conforto de uma vida sem preocupações com o conteúdo dos papeis a serem escritos para o dia seguinte.
Sail on by
Vou andar na areia e procurar diamantes nas solas dos meus sapatos
Uma canção como pedido:
Sail on by
Vou andar na areia e procurar diamantes nas solas dos meus sapatos
Uma canção como pedido:
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Simon Garfunkel
sábado, 2 de abril de 2011
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