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segunda-feira, 9 de maio de 2011
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Quarta-feira, quatro da manhã
Numa fila antes de amanhecer com os Pretenders, uma garrafa d'água e um livro do Julio Cortázar.
Posso repetir?
Posso repetir?
segunda-feira, 7 de março de 2011
Para uma segunda-feira...
que mais parece um domingo!
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sábado, 26 de fevereiro de 2011
Todo o meu futuro



















Axis: Bold As Love, Wheels of Fire, Blue, The Freewheelin' Bob Dylan, Sweet Baby James, Pet Sounds, Blonde On Blonde, Get Yer Ya-Ya's Out!, Crosby Stills & Nash, Tommy...
Imaginei minha felicidade e meu desespero na hora que tive que dizer em voz alta todos os álbuns que aparecem na minha cena favorita de Quase Famosos numa conversa com amigos no meio de um shopping, ao meio-dia de um sábado sufocante .
Talvez porque esse filme seja todo o meu falso passado ou o que imagino que irá me atingir quando eu nem perceber que vivo - ou existo.
Na hora, esqueci-me de mencionar o Led Zeppelin II e o Big Hits (High Tide and Green Grass), uma coletânea dos Rolling Stones. Surtei quando cheguei em casa (?)
E eu juro que vi um Led Zeppelin I atrás do Blue...
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sábado, 12 de fevereiro de 2011
Alma branca, alma de ferro
Eu prometi a mim mesma que não ia mais chorar. Eu prometi a mim mesma que ia parar de quebrar as promessas e as regras, fazer todo mundo de bobo, empurrar o tempo com as memórias, encher o mundo de expectativas.
Eu prometi a mesma que seria grande, filha da mãe natureza, fazer o que bem entendesse no meio da estrada, ver o universo através de óculos de cebola.
Só que eu não me lembrava disso. Não lembrava.
Foi aí que eles me chegaram bem na frente dos olhos. Libertei um desejo latente de me revisar através dessas canções, todas finalmente saídas de minha inércia fria de pequenez escondida na superfície.
Eu ouvi a voz do John, o piano do Paul, George, While My Guitar Gently Weeps, Ringo, Don't Pass Me By, a gaita, Rocky Racoon, Good Night, JohnPaulGeorgeRingo, uma palavra só, uma imagem, um som, uma nota, dois álbuns, UM álbum.
Meu Deus, lá estavam Sexy Sadie num violão, Blackbird tão triste, o espírito dos porquinhos, one, two, three, four, I will, I'm So Tired e a bateria num lado do ouvido, cigarros na mão direita, George e sua blusa preta, amarela, listrada: "I'll just be singing to guide you."
Julia e Mary Jane. Bebopalula.
"Okay, Robert, reach for this one! Were any of them any good?"
Foram sim, John. E eu não precisei dar tudo que tinha por um pouco de paz.
Eu prometi a mesma que seria grande, filha da mãe natureza, fazer o que bem entendesse no meio da estrada, ver o universo através de óculos de cebola.
Só que eu não me lembrava disso. Não lembrava.
Foi aí que eles me chegaram bem na frente dos olhos. Libertei um desejo latente de me revisar através dessas canções, todas finalmente saídas de minha inércia fria de pequenez escondida na superfície.
Eu ouvi a voz do John, o piano do Paul, George, While My Guitar Gently Weeps, Ringo, Don't Pass Me By, a gaita, Rocky Racoon, Good Night, JohnPaulGeorgeRingo, uma palavra só, uma imagem, um som, uma nota, dois álbuns, UM álbum.
Meu Deus, lá estavam Sexy Sadie num violão, Blackbird tão triste, o espírito dos porquinhos, one, two, three, four, I will, I'm So Tired e a bateria num lado do ouvido, cigarros na mão direita, George e sua blusa preta, amarela, listrada: "I'll just be singing to guide you."
Julia e Mary Jane. Bebopalula.
"Okay, Robert, reach for this one! Were any of them any good?"
Foram sim, John. E eu não precisei dar tudo que tinha por um pouco de paz.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
terça-feira, 30 de novembro de 2010
eclipse
All that you touch
All that you see
All that you taste
All you feel
All that you love
All that you hate
All you distrust
All you save.
All that you give
All that you deal
All that you buy,
Beg, borrow or steal.
All you create
All you destroy
All that you do
All that you say.
All that you eat
everyone you meet
All that you slight
Everyone you fight.
All that is now
All that is gone
All that's to come
And everything under the sun is in tune
But the sun is eclipsed by the moon.
All that you see
All that you taste
All you feel
All that you love
All that you hate
All you distrust
All you save.
All that you give
All that you deal
All that you buy,
Beg, borrow or steal.
All you create
All you destroy
All that you do
All that you say.
All that you eat
everyone you meet
All that you slight
Everyone you fight.
All that is now
All that is gone
All that's to come
And everything under the sun is in tune
But the sun is eclipsed by the moon.
(Roger Waters, 1973)
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sexta-feira, 12 de novembro de 2010
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Dear Mr.Winwood...
Duas da manhã, aula bem cedo e as minhas mãos no cabelo do Steve Winwood:
Sério mesmo.
Eu me casaria fácil com a voz do Art Garfunkel, teria casos simultâneos com as do Leonard Cohen e do James Taylor, mas os MEUS FILHOS seriam da voz do Steve...
Sério mesmo.
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segunda-feira, 31 de maio de 2010
Meet On The Ledge (1969)

"We used to say
That come the day
We'd all be making songs
Or finding better words
These ideas never lasted long"
Richard Thompson como o poeta do efêmero.
Ian Matthews e Sandy Denny: o duo de vozes que é um só.
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terça-feira, 18 de maio de 2010
Sheryl Crow

Com um som que lança os ecos de um segredo bem guardado e uma atitude que deixa transpirar seu amor pela música, Sheryl Crow consegue transpor para seu trabalho o espírito de quem canta com os sentidos. As influências que permeiam sua obra - o rock, o folk, o pop, o jazz, o blues - correm fortes através de canções que expressam as dores dos relacionamentos amorosos, a solidão, a felicidade e a insatisfação diante do que acontece no mundo. Suas composições são fortes e cheias de humor de quem viveu e tem muito a contar. Crônicas genuínas da vida do ser humano.
Sua estreia se deu com o fabuloso Tuesday Night Music Club em 1993, um retrato fiel da geração anos 90. Os singles iniciais (Run, Baby, Run e Leaving Las Vegas) não tiveram muito destaque nas paradas, mas foi com o hit All I Wanna Do que as vendas do disco decolaram. O sucesso foi instantâneo e Sheryl ganhou três prêmios Grammy.
Depois de toda a popularidade alcançada, muitos críticos acreditavam que Sheryl não passaria de um hit. Felizmente, eles estavam errados. Os trabalhos de estúdio que se seguiram - Sheryl Crow (1996), The Globe Sessions (1998), C'mon C'mon (2002), Wildflower (2005) e Detours (2009) - só serviram para mostrar sua forte espontaneidade criativa.
Podemos ouvir Sheryl Crow ao nos depararmos com Shawn Colvin e Heather Nova. Stevie Nicks é uma influência marcante (Sheryl é devota confessa do trabalho da vocalista do Fleetwood Mac), tendo inclusive participado da gravação do álbum C'mon C'mon e lançado um single com Crow (If You Ever Did Believe). Sheryl possui aquele tipo de canção que se pode levar para casa e saber que, muitas vezes, o que está sendo contado ali é a sua história, a história de quem ouve. Seja protestando contra a Guerra do Iraque ou relatando como conheceu um cara engraçado num bar da esquina, Sheryl Crow mostra que a música tem vida. Nem que ela seja feita só para se divertir.
Abaixo, My Favorite Mistake, um dos melhores singles lançados por Crow. É do premiado álbum The Globe Sessions, de 1998 (juro que ainda vou resenhar todos eles!):
Comentário besta: não canso de ver esse clipe. Lindo.
Sua estreia se deu com o fabuloso Tuesday Night Music Club em 1993, um retrato fiel da geração anos 90. Os singles iniciais (Run, Baby, Run e Leaving Las Vegas) não tiveram muito destaque nas paradas, mas foi com o hit All I Wanna Do que as vendas do disco decolaram. O sucesso foi instantâneo e Sheryl ganhou três prêmios Grammy.
Depois de toda a popularidade alcançada, muitos críticos acreditavam que Sheryl não passaria de um hit. Felizmente, eles estavam errados. Os trabalhos de estúdio que se seguiram - Sheryl Crow (1996), The Globe Sessions (1998), C'mon C'mon (2002), Wildflower (2005) e Detours (2009) - só serviram para mostrar sua forte espontaneidade criativa.
Podemos ouvir Sheryl Crow ao nos depararmos com Shawn Colvin e Heather Nova. Stevie Nicks é uma influência marcante (Sheryl é devota confessa do trabalho da vocalista do Fleetwood Mac), tendo inclusive participado da gravação do álbum C'mon C'mon e lançado um single com Crow (If You Ever Did Believe). Sheryl possui aquele tipo de canção que se pode levar para casa e saber que, muitas vezes, o que está sendo contado ali é a sua história, a história de quem ouve. Seja protestando contra a Guerra do Iraque ou relatando como conheceu um cara engraçado num bar da esquina, Sheryl Crow mostra que a música tem vida. Nem que ela seja feita só para se divertir.
Abaixo, My Favorite Mistake, um dos melhores singles lançados por Crow. É do premiado álbum The Globe Sessions, de 1998 (juro que ainda vou resenhar todos eles!):
Comentário besta: não canso de ver esse clipe. Lindo.
sexta-feira, 23 de abril de 2010
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Rod Stewart

Muito antes de ser o rei da farofa, fazer parte da trilha de quase toda novela da Globo e ser presença garantida naquele churrasco de domingo do seu tio barrigudo que só sabe ouvir Bartô Galeno, Agnaldo Timóteo e Have You Ever Seen the Rain? (Deus salve John Forgety!), o inglês Rod Stewart era um autêntico frontman: sua voz rouca era ideal para um som mais ousado, com atitude e total falta de amarras - tudo de que o rock precisa. Não é à toa que foi o escolhido por Jeff Beck para integrar o Jeff Beck Group (escute a versão dele de "You Shook Me") como vocalista em 1966 e, mais tarde, convocado a participar do maravilhoso Faces (Staaaaay with me....) junto com o amigo Ron Wood, (que entraria para os Rolling Stones, após a saída de Mick Taylor, em 1974) até 1975.
Durante o período em que tocava com o Faces, Rod também lançou álbuns como artista solo. Gasoline Alley (1970) e Every Picture Tells A Story (1971) consolidaram a imagem de Rod como bluesman e vocalista por excelência. A faixa-título deste último é crua, áspera e vigorosa - exatamente como a voz de Stewart. O álbum Every Picture Tells A Story deu a ele seu primeiro lugar nas paradas americanas e britânicas, com o hit Maggie May (sobre um garoto que se apaixona por uma mulher mais velha) - até hoje sua música mais conhecida.
Depois de Never A Dull Moment (1972), surge o Rod que todo mundo conhece: cabelo igual a pelo de poodle, canastrão sedutor - veja o clipe de Tonight's The Night (Gonna Be Alright) - e cantando aquelas que todo mundo conhece - The Way You Look Tonight e, pasmem, Have You Ever Seen The Rain? (Mas espera aí - eu amo essas músicas!)
Não importa.
A gente ainda tem Maggie May!
Abaixo, Rod no seu melhor: FACES
Durante o período em que tocava com o Faces, Rod também lançou álbuns como artista solo. Gasoline Alley (1970) e Every Picture Tells A Story (1971) consolidaram a imagem de Rod como bluesman e vocalista por excelência. A faixa-título deste último é crua, áspera e vigorosa - exatamente como a voz de Stewart. O álbum Every Picture Tells A Story deu a ele seu primeiro lugar nas paradas americanas e britânicas, com o hit Maggie May (sobre um garoto que se apaixona por uma mulher mais velha) - até hoje sua música mais conhecida.
Depois de Never A Dull Moment (1972), surge o Rod que todo mundo conhece: cabelo igual a pelo de poodle, canastrão sedutor - veja o clipe de Tonight's The Night (Gonna Be Alright) - e cantando aquelas que todo mundo conhece - The Way You Look Tonight e, pasmem, Have You Ever Seen The Rain? (Mas espera aí - eu amo essas músicas!)
Não importa.
A gente ainda tem Maggie May!
Abaixo, Rod no seu melhor: FACES
Ele é tão inglês!!! *-* /groupiewayoflife
sábado, 17 de abril de 2010
Our House

Joni Mitchell na janela de sua casa em Laurel Canyon, 1970
Laurel Canyon é uma região localizada em Los Angeles, California. Mais do que ter uma intersecção com a famosa estrada Mulholland, ela foi o palco principal da contracultura norte-americana dos anos 60.
O rock havia encontrado sua Meca. Lá moraram David Crosby, Mama Cass Elliot, Carole King, Jimi Hendrix, Graham Nash, Roger McGuinn, Jackson Browne... Foi lá que o Steppenwolf gravou seu "At Your Birthday's Party", no estúdio do Canned Heat. Bem próximo dali morava Joni Mitchell, que utilizou o nome da região no título de seu maravilhoso álbum Ladies Of The Canyon. O mesmo fez o guitarrista John Mayall, com seu Blues From Laurel Canyon, em 1968. É bem provável que, andando pelas ruas de Laurel Canyon nos anos 60, encontremos a groupie Pamela De Barres deixando a casa de Chris Hillman, baixista dos Byrds, às cinco da manhã, para chegar à casa de Frank Zappa, que morava perto dali. Quem sabe não vemos Neil Young saindo para comprar leite, ouvimos o som de mais um ensaio dos Stones saindo pelo porão da casa de Stephen Stills ou desejamos bom dia para Jim Morrison?
Espero que "Morning Morgantown" seja sobre a vida nesse lugar...
"When morning comes to morgantown
The merchants roll their awnings down
The milktrucks make their morning rounds
In morning, morgantown
We’ll rise up early, with the sun
To ride the bus while everyone is yawning
And the day is young
In morning, morgantown"
Joni Mitchell (1970)

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