Mostrando postagens com marcador blue. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador blue. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 12 de julho de 2013

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Anel de fumaça para minha consciência

escreva, escreva, escreva, escreva
vomita as tuas palavras, faz nascer tuas frases
não engula, não mate teus filhos
escreva, escreva, escreva
exploda com as letras, morra de overdose de linhas
mas escreva
escreva
escreva

sábado, 23 de março de 2013

O que mostra um olhar


Catherine Deneuve. Os Guarda-Chuvas do Amor, 1964.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Depressa


                                                     Mauvais Sang (1986), dir. Leos Carax

sábado, 22 de dezembro de 2012

57 segundos


                                        Entre o mais alto dos gritos e o mais completo silêncio

domingo, 16 de dezembro de 2012

E eu escolhi


experimentar não permitir o deserto me tragar, aquela parte que é sufocada pelo esquecimento e imaculada pela loucura.

A moral da história que fica é tentar não desistir de tudo, permitir o obstáculo passar entre as mãos...

E, ainda assim, não jogar meu coração na curva do rio, muito embora eu quase o deixei se afogar na água turva da ingratidão.

Mas, honestly? Poderia ser bem pior. E todo mundo sente (um pouco) falta dos próprios problemas.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Redoma de vidro

"I will remember the kisses
our lips raw with love
and how you gave me
everything you had
and how I
offered you what was left of
me,
and I will remember your small room
the feel of you
the light in the window
your records
your books
our morning coffee
our noons our nights
our bodies spilled together
sleeping
the tiny flowing currents
immediante and forever
your leg my leg
your arm my arm
your smile and the warmth
of you
who made me laugh
again."
                                                                                                               
                                                                                                                    do grande Charles Bukowski

sábado, 27 de outubro de 2012

"I'll find somewhere/ where they don't care who I am"



Ah, Albuquerque

Lonerism



"It was sometime in October; she had long ago lost track of all the days and it really didn't matter, because one was like another and there were no nights to separate them because she never slept anymore"


Sylvia Plath - Tongues of Stone

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Blame it on my wild heart


      Blame it on my wild heart

                                                                                                                                    Stevie Nicks

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Like the color when the spring is born


Como vou começar?

Tá. Foi em 2007, se não me engano. Abri um livro qualquer numa livraria quando me deparei com uma foto quase azul, queimando em amarelo, uma moça linda com um cigarro na mão, brincos, um colar, batom vermelho... Tudo que eu pensava quando insistia em olhar para a foto era pedir: "Não, Joni, por favor, não me olhe assim. Não me olhe assim".

Sim, ela não olha diretamente para o fotógrafo, muito menos para você, mas e daí? Naqueles meus dias de azul índigo, on a lonely road and traveling, traveling, traveling e com canções que me marcavam como tatuagens, essa foto da Joni Mitchell me falava mais alto que qualquer palavra de pesar/amor/desamor dita pela minha mais justa consciência. Pode parecer muito estranho, mas a Joni me machucava naquela época, apontando o dedo pra mim, foi só um alarme falso. Era uma dor "confortante", só para esclarecer. Eu estava começando a ver que tudo podia ser doce, mas também muito amargo.

O que contribuiu mais para o meu "pedido de súplica", foi o fato de, no livro, a foto ter sido conectada ao álbum Blue (1971), tão constante no meu som quanto a minha preocupação em tirar boas notas na escola. Pelo cabelo da Joni (?) e sua aparência, é óbvio que a foto não data do começo da década, mas do período 1974-1976, época de seu boom na indústria musical com o fabuloso Court and Spark - dá até para ouvir sua "nova" voz característica desse álbum, agora rouca e um pouco grave, mas ainda belíssima, no momento em que você olha para a foto.

Contudo, essa imagem - talvez por causa do livro - vai me ficar para sempre marcada como a foto do Blue, a foto do cigarro e do vinho de "The Last Time I Saw Richard", as rosas carmim, a voz da minha canção de ninar envolvida em névoa, cafés escuros, andarilha da chuva. E quando olho pra imagem, não imagino a Joni cantando "Raised On Robbery" ou "Free Man In Paris", mas as palavras alegres  tristes de "All I Want" para uma plateia ainda em estado de êxtase por ver aquele anjo dourado e de lábios vermelhos com um cigarro na mão cantar (ok, ela não está  tocando seu saltério dos apalaches na foto, mas whatever). 

E, no momento em que ela professa com seu piano, bem no finalzinho do show, "only a phase/these dark cafe days" e olhar para todo mundo, qualquer um vai saber o que ecoa na mente da pessoa ao seu lado: "Não Joni, por favor, não me olhe assim. Não me olhe assim".

Contudo, eu olho, todos nós olhamos para ela.

Olhamos para aquela foto, para aquele sorriso. 

Olhamos para aqueles olhos. 

E, acima de tudo, olhamos para aquela música que sai deles.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

O amor

me pôs no caminho da vida


Sylvia Plath

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Erro de transmissão


e eu fico lisonjeada com essas tentativas de refúgio das ameaças do que você ou eles me representam

eu fico encantada pela minha rendição, mãos frias de soluções, confiança, espera, forças reprimidas

Defender-se é só um artifício para mascarar medidas tomadas pela emoção, pelo amor, pelos beijos abafados

eu te saúdo pela perseverança e cara que parece limpa, mas já está na hora de partir, ma chère amie

não espere que te joguem flores, te contornem os lábios com mel, as unhas de vermelho ou te comprem um vestido claro, de flores, branco ou azul

o teu pensamento voa e a realidade estanca. Cheia de alegria pelo que está por vir? Bom. Se você soubesse o que ia acontecer, não queria ter dado um passo enorme e cortado todos os dedos da mão - junto com os sonhos que achava que tinha.

Não tem nada de errado com o passado. Ele só está morto. Não vive mais.

Mas nunca se esqueça de saber quem você é. Nunca se esqueça de saber quem você é.

sábado, 7 de julho de 2012

Ode a Paul Simon

Paul Simon, me ajude

Confirme para mim que tenho minha poesia e meus livros para me protegerem

Que eu voltarei para a Inglaterra França, onde se estende o meu coração

Que eu ainda estou louca depois de todos esses anos

Que eu ainda continuo sendo aquela alma dúbia - eu só faço o que quero, mas não sei o que quero  realmente

Ou que meu lar é realmente aqui, onde meu amor se estende me esperando em silêncio


Que eu sou uma rocha - e uma rocha não sente dor. E uma ilha nunca morre.

E que tempos foram aqueles, hein? Tempos de inocência e confidências... 

E, acho que faz meses (que mais parecem anos), ainda tenho uma única fotografia

Eu preservo as minhas lembranças - mesmo que ruins, acredite - porque elas são o que me resta.

Que eu saia por aí procurando a América, a Europa, o meu quarto, a minha casa, a minha vida.

Só um último pedido: cante uma música, uma música pra os pedintes, pedintes como eu

só assim deixo de ser essa água turbulenta - mesmo sem ponte para se estender sobre ela

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Buckets of Rain

I'll do it for you, honey baby
Can't you tell?

Bob Dylan

terça-feira, 26 de junho de 2012

A arte


de não tentar ser só mais um

sexta-feira, 15 de junho de 2012

A excessiva



"Je suis excessive
J'aime quand ça désaxe
Quand tout exagère,
Moi je reste relaxe
Je suis excessive
Excessivement gaie, excessivement triste
C'est là que j'existe"
                                                                                                                             Carla Bruni

segunda-feira, 28 de maio de 2012