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domingo, 19 de fevereiro de 2012

Which Will

Nick Drake ditando as regras desde 1969:


"Which will you answer
Which will you call
Which will you take for
For your one and all?"

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Hmm! (II)



Yeah, you got me

segunda-feira, 30 de maio de 2011

A canção era longa: in blue



Relembrando minhas noites passadas em lençóis alvejados e manhãs silenciosas na casa vazia

"The only thing I knew how to do
Was to keep on keepin’ on like a bird that flew
Tangled Up In Blue"

terça-feira, 17 de maio de 2011

grito frio de triunfo


"I get the urge for going
But I never seem to go

I get the urge for going

When the meadow grass is turning brown

Summertime is falling down and winter is closing in"

para onde?

terça-feira, 5 de abril de 2011

So long


Escrevendo nada só pela possibilidade de já ser terça-feira e tudo que eu quero agora é uma canção como pedido. Pedido de qualquer coisa, que seja para mudar meus modos, meu interior derretido de remédios amargos e doces ou o tempo que só existe na minha cabeça.

Sail on, silver girl


Pensando nos muros antigos da escola, nas colagens de revistas velhas na mesa da aula de quatro horas da tarde (mordi os lábios de alegria quando vi anotadas as despesas de uma viagem de Frida Kahlo e Diego Rivera na lateral esquerda da madeira velha), a semana está só começando e eu só penso na ponte sobre a água turbulenta, em perfume dos outros que se mistura ao meu e no caminho opaco formado não de sete, mas de quatro escolhas feitas na ânsia cega de estender-se no conforto de uma vida sem preocupações com o conteúdo dos papeis a serem escritos para o dia seguinte.

Sail on by

Vou andar na areia e procurar diamantes nas solas dos meus sapatos

Uma canção como pedido:


terça-feira, 22 de março de 2011

Chaleira de café


Conversando com um amigo em pleno Facebook a respeito de nosso amor pela Joni Mitchell, escrevi umas palavrinhas tão bobas que só me pareceram reais e verdadeiras vinte minutos depois:

"vamo casar com ela? A gente ia ter um gato, uma chaleira com café numa casinha em Laurel Canyon e um Saltério dos Apalaches pra ela cantar A Case Of You o dia inteiro pra gente".

Sei lá, de repente chegou aquela sensação que vem de lembranças guardadas dentro de bolsos e caixinhas, a cor verde de roupinhas de aniversário, pingentes de gelo que derretem no telhado quando chega o verão, vasos de florzinhas vagabundas guardados em estantes que cheiram a madeira antiga. Tive aquele frio que corre as veias dos pés quando a gente acorda pela primeira vez, um barril de porquês que eu podia beber o dia inteiro e ainda assim ficar de pé.

Eu sopraria bolhas de sabão no meio da sala, dançaria descalça por cima do tapete de retalhos coloridos e me pintaria daquele azul lindo da capa do Blue até meu sangue correr entre as últimas notas do piano triste de The Last Time I Saw Richard.

Tudo isso em 1970.

sexta-feira, 18 de março de 2011

don't interrupt the sorrow

Death and birth death and birth death and birth

domingo, 13 de março de 2011

Big Sur, 1969

John Sebastian, Graham Nash, Joni Mitchell, David Crosby e Stephen Stills no Big Sur Folk Festival, 1969

Só queria estar nessa plateia queimando os cabelos no sol e cantando Get Together! Por favor, enterrem meu coração na curva do rio! : (

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Sweet, sweet, sweet...

James Taylor e Carly Simon em You Can Close Your Eyes (1977)

Aplausos


Desde a primeira vez que ouvi uma música de Nick Drake (Fly) tento de certa forma ler o que se passa em sua mente. Minha curiosidade aumenta pelo fato de não haver nenhum registro em vídeo de Drake, apenas fotos e suas canções. Sempre o imaginei com alguém que vive dentro de si, com o sentido da vida entre as mãos e o gosto do que pode acontecer bem à sua frente. Murmúrios surdos de confissões ouvidas ao pé do ouvido, sons de súplicas que não puderam ser atendidas, um universo dentro de uma casca de noz: Nick Drake era um ser que só me existia nos sons, na voz suave de de quem ama e no olhar de quem quer dizer tudo, prestes a dizer o que se esconde entre os olhos.

Ele não me era humano. Ele se escondia na bruma, nos meus sonhos ternos, atrás de mim.

Foi quando me deparei com Tanworth-In-Arden, um bootleg italiano contendo algumas gravações caseiras de Drake feitas entre 1967 e 1968.

Don't Think Twice It's All Right estava bem ali. Começa tímida e baixa, e Drake até erra a letra. É cantada a murmúrios, quase como uma canção de ninar. O lamento triste de Dylan por Suze Rotolo se transforma em uma canção dominada pela preciosidade do adeus, da necessidade de se despedir do que já não mais nos pertence. A versão de Bob Dylan continua sendo minha favorita (!), mas é como se Drake passasse a existir para mim no momento que o ouvi cantar essa música.

Nessa hora eu tive certeza: ele podia sentir o que os outros sentiam, ele podia ouvir os que outros ouviam. Drake se materializou naquela gravação antiga, era ele no meio dos ruídos.

Nick Drake cantando Bob Dylan. Acho que ouvi aplausos.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Em outro lugar



Parada bem aqui para escrever qualquer coisa que sirva de consolo. Nessa hora me vem à cabeça a voz da Sandy Denny cantando The Ballad Of Easy Rider (Sorry, Jim McGuinn, mas a versão do Fairport ficou bem melhor que a sua) e aquela capa legal do Unhalfbricking, com os pais dela perto de um portão e o Fairport no cantinho da capa.

Isso tudo é para escrever sobre um dos meus álbuns favoritos e não conseguir! =/

terça-feira, 2 de novembro de 2010

I'll keep it with mine


"But how long, babe
Can you search for what’s not lost?
Everybody will help you
Some people are very kind
But if I can save you any time
Come on, give it to me
I’ll keep it with mine"

Sério mesmo, Bob? : (

terça-feira, 14 de setembro de 2010

"End of summer/ No more shiny hot nights..."


For the Roses (1972) é um daqueles álbuns para serem ouvidos com o gosto amargo de confissões ocultas sobre a língua e a tristeza do olhar fixo sobre as coisas perdidas. Ainda há espaço para encontrar o som doce dos murmúrios nas cordas de seu violão, que toca como dor escondida sobre a pele, e no verde maduro que arde na foto da capa, de autoria de Joel Bernstein.

Aqui, aparece a capacidade de Joni partir o coração de quem a ouve, fazê-lo sorrir (nem que seja um sorriso partido) e ainda atingir o centro do que nos faz sentir o que nos chega através do pensamento. São canções para serem tocadas com as duas mãos e soltas através de ideias que você sabe que não vão durar muito.

Pelas rosas.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

A caminho de casa

No Festival de Monterey Pop em 1967. Apresentados por John Phillips (The Mamas & The Papas).

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Meet On The Ledge (1969)


"We used to say
That come the day
We'd all be making songs
Or finding better words
These ideas never lasted long"

Richard Thompson como o poeta do efêmero.

Ian Matthews e Sandy Denny:
o duo de vozes que é um só.


domingo, 30 de maio de 2010

A Freewheelin' Time


No West Village, em Nova York, um casal atravessa certa rua num dia qualquer de 1963. Ele com um casaco pesado e as mãos no bolso, com ar de James Dean, no auge de seus vinte e poucos anos. Ela, uma menina de dezoito, segura-se nos braços do namorado para, no meio de todo aquele frio, deixar escapar um sorriso quente. Eles parecem confiantes, livres. Duas almas contra a maré.

Bob Dylan e Suze Rotolo.

sábado, 17 de abril de 2010

I Shall Be Released



Joni Mitchell, Mama Cass Elliot (The Mamas & The Papas) e Mary Travers (Peter, Paul & Mary) cantando "I Shall Be Released", de Bob Dylan, em 1969.

Eu quero o vestido da Mary. AGORA!

Our House

Os Rolling Stones em Laurel Canyon

Joni Mitchell na janela de sua casa em Laurel Canyon, 1970

Laurel Canyon é uma região localizada em Los Angeles, California. Mais do que ter uma intersecção com a famosa estrada Mulholland, ela foi o palco principal da contracultura norte-americana dos anos 60.
O rock havia encontrado sua Meca. Lá moraram David Crosby, Mama Cass Elliot, Carole King, Jimi Hendrix, Graham Nash, Roger McGuinn, Jackson Browne... Foi lá que o Steppenwolf gravou seu "At Your Birthday's Party", no estúdio do Canned Heat. Bem próximo dali morava Joni Mitchell, que utilizou o nome da região no título de seu maravilhoso álbum Ladies Of The Canyon. O mesmo fez o guitarrista John Mayall, com seu Blues From Laurel Canyon, em 1968. É bem provável que, andando pelas ruas de Laurel Canyon nos anos 60, encontremos a groupie Pamela De Barres deixando a casa de Chris Hillman, baixista dos Byrds, às cinco da manhã, para chegar à casa de Frank Zappa, que morava perto dali. Quem sabe não vemos Neil Young saindo para comprar leite, ouvimos o som de mais um ensaio dos Stones saindo pelo porão da casa de Stephen Stills ou desejamos bom dia para Jim Morrison?

Espero que "Morning Morgantown" seja sobre a vida nesse lugar...

"When morning comes to morgantown
The merchants roll their awnings down
The milktrucks make their morning rounds
In morning, morgantown

We’ll rise up early, with the sun
To ride the bus while everyone is yawning
And the day is young
In morning, morgantown"

Joni Mitchell (1970)




sexta-feira, 2 de abril de 2010

California, I'm coming home...

Minha relação com essa música da Joni Mitchell é antiga. Lembro-me das vezes em que a ouvia sozinha na cozinha escura de minha avó (não, eu não tinha o vinil original. Era um cd baixado da internet!) quando tinha quinze anos. Eu me encolhia e vivia a canção.
Sempre fui daquelas que gostam não apenas de ouvir uma música, mas de imaginá-la, sentir o momento de sua composição para assim torná-la parte de minha vida. Ao ouvir California não foi diferente: eu me sentia em casa, quer seja sentada num banco de um parque de Paris, num ilha grega ou numa cidade da Espanha. Joni canta com um vigor tão forte, que as palavras não saem de sua boca, mas sim de sua alma. O início da música, leve e simples, acompanhado de uma letra que faz com que se queira aproveitar a vida de acordo com os desejos de cada um, faz de quem a ouve uma pessoa completa.

Eu poderia falar sobre essa música o dia inteiro. Ninguém melhor que Joni para apresentá-la:



Esse vídeo é de uma apresentação feita por ela em 1970, num especial para a BBC.
Joni se encontrava no auge da carreira, que iria se consolidar de forma definitiva no ano seguinte, quando lançaria o álbum Blue (!).

Percebi agora que, enquanto escrevia esse texto, ouvi California dezoito vezes seguidas...