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domingo, 24 de abril de 2011

Lots of laughs


Chega aquele momento ridículo em que você acredita que já é tarde demais para fazer as decisões corretas. O que fica mais claro - e machuca e queima - é que a porcaria da sua alma não consegue mover-se sozinha como antigamente, que você já não consegue andar com suas próprias e raras experiências vividas bem próximas à ilusão que é doce para você, mas inteiramente amarga para os outros.

"Prenda-me no cais morto ou deixe-me navegar sozinho, por favor" é o que todo mundo diz para si mesmo quando a visão está adormecida na sua consciência empoeirada, uma sensação presa ao corpo que só reage ao som de risadas falsas e belas mentiras.

Escondi meus sapatos debaixo da cama e o batom vermelho dentro da bolsa. É difícil fazer milagres, muita gente desiste antes que eles aconteçam. Talvez já seja algo, não?

domingo, 27 de março de 2011

terça-feira, 18 de maio de 2010

Sheryl Crow


Com um som que lança os ecos de um segredo bem guardado e uma atitude que deixa transpirar seu amor pela música, Sheryl Crow consegue transpor para seu trabalho o espírito de quem canta com os sentidos. As influências que permeiam sua obra - o rock, o folk, o pop, o jazz, o blues - correm fortes através de canções que expressam as dores dos relacionamentos amorosos, a solidão, a felicidade e a insatisfação diante do que acontece no mundo. Suas composições são fortes e cheias de humor de quem viveu e tem muito a contar. Crônicas genuínas da vida do ser humano.
Sua estreia se deu com o fabuloso Tuesday Night Music Club em 1993, um retrato fiel da geração anos 90. Os singles iniciais (Run, Baby, Run e Leaving Las Vegas) não tiveram muito destaque nas paradas, mas foi com o hit All I Wanna Do que as vendas do disco decolaram. O sucesso foi instantâneo e Sheryl ganhou três prêmios Grammy.
Depois de toda a popularidade alcançada, muitos críticos acreditavam que Sheryl não passaria de um hit. Felizmente, eles estavam errados. Os trabalhos de estúdio que se seguiram - Sheryl Crow (1996), The Globe Sessions (1998), C'mon C'mon (2002), Wildflower (2005) e Detours (2009) - só serviram para mostrar sua forte espontaneidade criativa.
Podemos ouvir Sheryl Crow ao nos depararmos com Shawn Colvin e Heather Nova. Stevie Nicks é uma influência marcante (Sheryl é devota confessa do trabalho da vocalista do Fleetwood Mac), tendo inclusive participado da gravação do álbum C'mon C'mon e lançado um single com Crow (If You Ever Did Believe). Sheryl possui aquele tipo de canção que se pode levar para casa e saber que, muitas vezes, o que está sendo contado ali é a sua história, a história de quem ouve. Seja protestando contra a Guerra do Iraque ou relatando como conheceu um cara engraçado num bar da esquina, Sheryl Crow mostra que a música tem vida. Nem que ela seja feita só para se divertir.

Abaixo, My Favorite Mistake, um dos melhores singles lançados por Crow. É do premiado álbum The Globe Sessions, de 1998 (juro que ainda vou resenhar todos eles!):




Comentário besta: não canso de ver esse clipe. Lindo.